E a segurança como vai

Como monitorar o centro da cidade se estamos dando sorte para o azar. 

 
 Muito se fala em Segurança Pública, mas poucas ações parecem estar sendo feitas. Antes mesmo de termos uma segurança efetiva e com contingente que dê conta do recado, é preciso que façamos o básico.

   Quando se fala em Segurança Pública é preciso muito cuidado para não alertar a marginalidade para que se atentem aos déficits de segurança, mas podem apostar, os criminosos estão muito mais atentos aos problemas enfrentados pela segurança do que o poder público.

   No centro de Sapiranga é possível perceber que existe uma câmera de monitoramento no avenida João Corrêa, já foram mais, mas hoje é uma na área do centro cobrindo o miolo central da avenida.

   Para quem não tem um olhar voltado para o lado da segurança, muitos obstáculos passam despercebidos, mas é justamente isso que muitos criminosos reparam, pois contam com o elemento surpresa e com a possibilidade de não serem identificados.
A câmera é de boa qualidade em relação às imagens captadas, mas o que temos na verdade é uma câmera em um ponto de cruzamento para observar 4 sentidos diferentes. Para tal necessidade ou se tem 4 câmeras fixas ou uma das opções é o que temos de fato. Uma câmera que está programada com um temporizador que a tantos segundos ela faz um giro de 90 graus, assim sendo, precisa quatro giros para uma volta completa, o que deixa descoberta as outras áreas durante os giros feitos pela lente de captura do mecanismo de monitoramento.
Outro fator que é muito prejudicial para a visibilidade das imagens, são as copas das árvores que acabam dificultando um controle seguro. Outro fator são as marquises de alguns comércios e as placas de publicidade instaladas na fachada das lojas.
Para dificultar um pouco mais em alguns locais na avenida João Corrêa ainda são colocadas faixas publicitárias amarradas aos postes, a uma altura que também pode dificultar a visão da câmera a longa distância.

   Mesmo que tivéssemos várias câmeras de monitoramento, seria necessário efetivo para ficar na sala de videomonitoramento e na quantidade necessária para pausas de descanso, inclusive para não atrapalhar a concentração dos que monitoram.
Ainda assim, seria importante que o poder público podasse as árvores, que não liberasse a colocação de faixas de propaganda em locais que dificultem a visibilidade das câmeras e também seria de suma importância que os políticos conhecessem a real situação de quem precisa ficar em uma sala de videomonitoramento. É necessário conhecer as causas e efeitos!

   O que realmente salva a segurança no centro de Sapiranga são algumas lojas que possuem poucas câmeras de qualidade, que possivelmente poderiam ajudar na identificação de criminosos, percurso feito pelos mesmos, entre outras ações inerentes a uma investigação.
Claro que muitos comércios utilizam câmeras em seu interior, de baixa qualidade de imagem, que na hora de dar um zoom na imagem, acaba distorcendo a mesma, impossibilitando muitas vezes de fazer uma identificação positiva.

   Antes de levantar bandeira política de Segurança Pública, penso que as instituições ligadas ao comércio, poder executivo, legislativo e especialistas em segurança, devessem conversar e tomar as providências básicas para dar uma limpada nos obstáculos que atrapalham as poucas, ou única câmera que poderia servir para fins de monitoramento da segurança dos transeuntes e comércio local.

   Se formos falar de áreas de risco, como agências bancárias, correios, comércio que gira grande quantidade de dinheiro, aí ficaríamos muito tempo neste assunto. Nos concentremos no básico que já é um grande começo.


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