Quando a blindagem não é suficiente

Quando a mídia independente pergunta "o que não deve ser perguntado" é aí que o trem sai dos trilhos
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Sábado, dia 22, talvez por falta de experiência ou por não saber fazer a leitura da situação a assessoria da prefeita Corinha teve que intervir na chegada da mesma, pelo simples fato da equipe de comunicação não dar o devido valor que a mídia independente tem.

Fui na prefeitura no dia 18 solicitar uma entrevista com a prefeita para esclarecer a situação do capotamento do veículo da Secretaria de Obras. Segui a solicitação da Secretaria de Comunicação de fazer o pedido via e-mail, mesmo já estando lá e feito a solicitação verbal.

Aguardei retorno do e-mail, conforme prometido, inclusive ainda aguardo resposta de um e-mail que enviei em 2017.

Como estou perseguindo esta matéria do capotamento desde novembro e, por diversas vezes aparecem desculpas para dificultar o surgimento dos fatos, resolvi ir de encontro à prefeita na festividade de inauguração do novo pavilhão da Feira do Colono.

Assim que a prefeita chegou ao local, cerca de 25 metros de onde estava preparado o espaço para o discurso, portanto, afastada dos comissionados, assessores e público presente, dirigi-me a ela e me apresentei pelo nome e disse que representava o Blog Centenário Notícias. A prefeita educadamente me cumprimentou, apertamos as mãos e questionei-a, perguntando sobre o ofício que ela teria enviado para a Câmara de Vereadores onde dizia que o carro que capotou estava a caminho de Porto Alegre, mas os fatos apontam que o veículo estava sentido Novo Hamburgo/Sapiranga. 

Neste momento o senhor Renato Molling, marido da prefeita, na faina desesperada e no temor de que a prefeita não soubesse o que dizer, providenciou um chamado codificado aos subalternos, alterando a voz e num clamar desesperado conseguiu regurgitar das entranhas a frase "Não empurre, mal educado". O chamado parecia a dança do acasalamento de três ou quatro comissionados com mais um ou dois bajuladores.

Evidentemente que tanto o áudio da pergunta feita para a prefeita, assim como as falas do ex-político, agora marido em tempo integral estão guardadas juntamente com os vídeos feitos por Sandra, minha esposa, que sentiu na pele as intimidações e pressões causadas pela equipe que zela pelo contra cheque. No vídeo deste relato é possível ouvir ao final da gravação a surpresa dela quando percebeu que tentavam retirar-lhe o telefone com o qual fazia as imagens.

Este tipo de política não tem mais espaço. Essa política de oprimir, de intimidar, de tentar bloquear a gravação postando-se a frente da câmera, isso tudo é em vão. Usar de palavras para diminuir quem questiona, quem tenta trazer a verdade à tona, isso é sinal de despreparo, de pânico e fraqueza.

Pois bem, hoje (26), o senhor secretário envolvido no capotamento esteve na Câmara de Vereadores para "explicar e justificar o que aconteceu", porém, seguem fazendo de forma equivocada. As explicações, segundo o Regimento Interno do Legislativo as explicações devem ser no plenário, junto com a Mesa Diretora e não em uma sala fechada para os edis escolhidos a dedo, que posteriormente fizeram a defesa do secretário em relação a sua capacidade de condutor. Não era este o cerne dos questionamentos. 
Enfim, o secretário, segundo o que foi possível apurar pela fala de defesa de alguns vereadores, estava indo sentido a Porto Alegre quando o carro aquaplanou, teria passado sobre o canteiro central da RS 239, Km 18 e capotou na pista oposta, ficando virado no sentido Novo Hamburgo/Sapiranga.

Ao final da sessão legislativa o senhor secretário foi procurado por este veículo independente para explicar ao público como aconteceu o acidente, mas preferiu não falar nada quando soube que era para o Centenário Notícias.

Se foi somente isso, não vejo motivos para ficarem 3 meses guardando este segredo.

Clique no link e veja o vídeo








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