Senadores rebatem Bolsonaro em ato que pediu intervenção militar

A presença do presidente Jair Bolsonaro em um ato que defendia a intervenção militar provocou a reação imediata dos senadores. Na manifestação ocorrida no domingo, em Brasília, em frente ao Quartel-General do Exército, um grupo de pessoas também pediu o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Em seguida, parlamentares foram a suas redes sociais para lamentar o episódio. 

Para o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), é natural que o ex-militar Jair Bolsonaro fosse ao Quartel-General na data em que é comemorado o Dia do Exército. No entanto, não é natural que grupos minoritários sejam protagonistas na defesa de uma agenda antidemocrática, avaliou o senador. O parlamentar disse ainda que o maior patrimônio do povo é a liberdade, que tem como fiadora a democracia. 

"Entendo que o presidente, pressionado, busque o apoio dos grupos fiéis ao seu governo. Mas deve buscar, acima de tudo, a união entre todos os brasileiros, e não alimentar a imagem de que flerta com a agenda de atrasos institucionais, como prega uma minoria", acrescentou. 

O senador Plínio Valério (PSDB-AM), por sua vez, disse que é triste ver manifestações a favor do regime militar. Segundo ele, trata-se de uma minoria que não representa nem de longe o que na verdade pensam os brasileiros. 

"E mais: se consulta houvesse, a grande maioria dos militares diria que não quer isso. Há uma consciência saudável nas casernas sobre qual é a verdadeira missão das Forças Armadas, que, diga-se de passagem, elas cumprem com muita honra e dignidade", disse. 

Fonte: Agência Senado

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