Diretor da Câmara de Vereadores se calou quando ouviu o secretário dizer que desconhece quem é o proprietário das terras
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A rua Doutor Candemil continua arrastando as correntes da administração municipal. Agora o Diretor da Câmara aparece como o testa de ferro, presidente de uma cooperativa onde vários lotes estão a espera do asfalto.
Não sei o entendimento dos vereadores, mas para mim é claro. O Diretor da Câmara de Vereadores deveria ter dito no momento em que o secretário de planejamento disse não saber quem era o dono das terras, deveria ter dito que era a cooperativa da qual, no papel, ele é o presidente.
Uma pessoa se prestar a este tido de desserviço ao morador de Sapiranga é inaceitável. Agiu pelo menos de má fé o diretor da casa de leis. A presidência vai permitir, vai ser conivente e endossar uma ação clara de corrupção, de abuso de poder, de uso do dinheiro público em causa própria? A Mesa Diretora vai se ajoelhar aos caprichos de um ex-deputado que está e foi envolvido em várias investigações de corrupção? Será mesmo que o ex-deputado foi perseguido pela justiça ou é igual a tantos outros. Corrupto sim!
Os vereadores que juraram, que fizeram um compromisso de trabalhar pelo engrandecimento de Sapiranga e do bem estar da população, estes homens e mulheres eleitos para defender os interesses da sociedade sapiranguense irão se calar diante da corrupção descarada e vergonhosa que brotou mais uma vez em nome dos mesmos que sempre se aproveitaram e se apropriaram daquilo que deveria ser do bem comum?
Realmente é de anojar, sentir repulsa, asco, ânsia de vômito quando casos como o do asfaltamento da rua Dr. Candemil começam a ser desmembrados e analisados. A podridão que se encontra ao garimpar documentos, a graveolência é sentida à distância, pois a corrupção fede.
Pensam que o povo de Sapiranga é otário? Que fariam o povo de besta para sempre?
O tiro no pé foi tão grande, a consequência da arrogância dos Molling é tanta que vai sobrar até para a Câmara de Vereadores se a ação de extirpar o Diretor do Legislativo não for urgente.
Se o Secretário de Planejamento não tivesse usado a frase: "Do lado direito eu nem sei quem é o dono" talvez não tivesse chamado tanta atenção, mas bastou dizer isso para que a curiosidade aflorasse e a pontinha do fio que estava de fora começasse a ser puxada.
Agora aparecem documentos onde o Diretor da Câmara de Vereadores, Claiton Paulo Fulber, é apresentado como presidente de uma cooperativa que no papel se diz ser de Defesa de Direitos Sociais, Associação ligada a Cultura e a arte.
Na próxima terça-feira, 05 de maio, dia de sessão e também dia de comemorar 03 anos em que Claiton, Diretor da Câmara de Vereadores é presidente da cooperativa. Em 2017 Claiton vira presidente, em 2018 Renato Molling consegue emenda parlamentar de aproximadamente 800 mil reais para asfaltar a rua que passa às margens da área de terras onde a cooperativa tem posses. Seria sorte, influência, especulação imobiliária?
Claiton é indicado como cargo comissionado na Câmara de Vereadores em 04 de janeiro de 2013, um pedido do então deputado Renato Molling à sua cônjuge. Claiton a partir de então seria os olhos e ouvidos dos Molling dentro do legislativo. Um laranja de luxo, com salário atual, superior a 8 mil reais mensais.

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